Dilma deve anunciar entrada dos dois terminais na segunda rodada de concessões
BRASÍLIA. Há pelo menos quatro grandes investidores de olho nos aeroportos Galeão, no Rio, e Confins, em Belo Horizonte, que vão entrar na segunda rodada de concessões. Segundo fontes do setor privado, estão no páreo Odebrecht, Aéroports de Paris, além de dois vencedores da primeira etapa da privatização dos terminais: a Invepar, que reúne fundos de pensão e arrematou Guarulhos, e a Triunfo, vencedora no leilão de Viracopos, em Campinas.
Fontes do mercado informaram ainda que Camargo Correa e Andrade Gutierrez também se movimentam para a disputa. A expectativa da área técnica do governo é que a presidente Dilma Rousseff, ao participar do ato de assinatura das concessões de Brasília, Guarulhos e Viracopos, anuncie a transferência de Galeão e Confins ao setor privado. Há também quem defenda o mesmo para os terminais de Goiânia e Vitória.
Construtoras aguardam sinal verde do governo
Porém, ainda há ajustes a serem feitos no novo modelo de concessão, segundo fontes do Palácio do Planalto. É certo que a próxima rodada terá regras diferentes. Deve ser feita de modo que só permita a entrada no páreo de empresas de grande porte. Mas há outras mudanças em estudo.
De acordo com fontes do mercado, há uma pressão grande pelas concessões de Galeão e Confins — que têm com potencial de retorno financeiro —, sobretudo por parte de grandes construtoras que ficaram fora da primeira rodada — em especial a Odebrecht, que perdeu Viracopos para a Triunfo.
O governo pode impedir Triunfo e Invepar de participarem do leilão do Galeão sob o argumento de que é preciso estimular a concorrência e as regiões são próximas.
Segundo informações da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a documentação referente aos três primeiros aeroportos já leiloados está aprovada e só falta o sinal verde da presidente para marcar a data da assinatura dos contratos. Os consórcios vencedores, segundo fontes, estão apreensivos com a demora, diante do tempo curto para executar as obras obrigatórias para os jogos da Copa, em 2014.
Fonte: O Globo